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Planos de saúde devem pagar exame de H1N1, mas não é qualquer um

Preocupada com o cansaço da filha de 4 anos, que já tinha sido diagnosticada com bronquite, a empresária Karina Bonatelli, 37, não pensou duas vezes antes de levar a pequena ao hospital. E, após a avaliação clínica e a suspeita de evar a pequena ao hospital. E, após a avaliação clínica e a suspeita de H1N1, a mãe se viu diante de uma (difícil) decisão: fazer ou não um teste rápido para confirmar a doença, a um custo de R$ 200, já que o exame não era coberto pelo plano de saúde.

“Não tinha como dizer não. O que eu mais queria naquele momento é ver minha filha bem”, diz Karina, que no período em que esteve no hospital viu pelo menos outras quatro mães pagando pelo exame.

O que ela não sabia é que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) obriga os convênios a cobrirem exame de diagnóstico de H1N1. À diferença do teste realizado pela filha de Karina, porém, o exame que os convênios têm de oferecer não dá resultados na hora – e sim, em um período que varia de um a três dias. “Mas essa opção a médica nem sequer cogitou”, afirma a mãe.

Segundo a ANS, o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde –que lista tudo que deve ser coberto pelos planos de saúde– prevê a cultura do vírus influenza tipos A (família da qual faz parte o tipo H1N1) e B, além da pesquisa e dosagem de anticorpos anti-influeza A e B, IgM (Imunoglobulinas M) e IgG (Imunoglobulinas G). Esses exames detectam se o paciente está ou já foi infectado com um dos vírus da gripe.

Em nota, a FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) confirmou os exames previstos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde são cobertos tanto no atendimento ambulatorial quanto na internação. “No caso de cobrança, recomendamos que o beneficiário entre em contato com a operadora.”.

Nada impede, no entanto, que as operadoras ofereçam aos seus beneficiários outros procedimentos –incluindo os testes rápidos– que não estejam previstos na lista obrigatória, como destaca a ANS. Mas, segundo Samantha Pavão, supervisora da área de Saúde do Procon-SP, cabe recurso junto ao plano de saúde.

“Se o teste rápido foi prescrito pelo médico, o usuário tem direito de receber a cobertura”, afirma Samantha, que sugere que os pacientes que pagaram pelo exame peçam o reembolso. “Caso ela se negue a fazer o reembolso, o ideal é recorrer a um órgão de defesa do consumir com o comprovante do pagamento e a resposta da operadora.”

Fonte: UOL

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