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Julho Amarelo alerta para a importância de se prevenir contra a hepatite

Embora esteja nos planos da Organização Mundial da Saúde (OMS) conter a hepatite C até 2030, a doença ainda preocupa médicos e população. Neste mês, intitulado Julho Amarelo, ressalta-se a importância da prevenção, não só contra o vírus da hepatite C, mas também de outras duas variantes – A e B.

“A hepatite C ainda é uma prioridade de saúde pública. Acredito que no Brasil, devido aos avanços no tratamento e cura da doença, seja até antes”, avalia o médico infectologista Evaldo Stanislau.

O prognóstico dele é que o vírus da hepatite B deve deixar de circular até 2030, já que sua presença é bem mais restrita ao norte do País, além da região asiática do planeta. “Nesses locais, a transmissão vertical, ou seja, aquela que acontece de mãe para filho, ainda é muito mais frequente”.

Na Baixada Santista, os números vêm diminuindo. Este ano, por exemplo, foram 118 novos casos de hepatite C contra 283 no ano passado. “Aqui já tivemos muitos problemas com a hepatite C. Porém, fomos vanguarda em tratamento, principalmente em Santos. A grande maioria das pessoas está tratada e curada”, explica.

Embora a hepatite B seja um grave problema, já está disponível na rede vacina contra ela. Por isso, para o médico, graças às políticas públicas e pesquisas do ramo, que desenvolveram a opção, este problema deve ser sanado em alguns anos.

“Até pouco tempo atrás, a principal causa de transplante de fígado no mundo era a hepatite C. Havia muitas pessoas convivendo com HIV que contraíam também a hepatite C”, diz Stanislau. Embora não existam dados muito exatos, o infectologista explica que, no caso de compartilhamento de injetáveis (caso das drogas) o risco de uma pessoa contrair os dois tipos de vírus chega a 90%. Na relação sexual, essa taxa cai bastante, chega a cerca de 10%. “Mas não são dados definitivos, por isso a preocupação maior é no diagnóstico”.

Consequências

Como não há sintomas, a hepatite C é a que mais precisa de diagnóstico, pois pode causar câncer de fígado ou cirrose hepática sem que a pessoa perceba, muitas vezes levando a óbito. “É de extrema importância, principalmente aos que têm mais de 40 anos e às mulheres, que façam o teste”, argumenta o médico infectologista.

No caso da hepatite A, tipo menos nocivo ao organismo, houve evolução no enfrentamento com a melhora no saneamento básico — ela é transmitida através do consumo de água e alimentos mal lavados ou contaminados por fezes.

“Temos evidenciado algumas epidemias, mas menos de 5% dos casos evolui para a fulminante. Embora seja um percentual baixo, não podemos esquecer que ela também pode matar ou levar a um transplante de fígado”, ressalta.

Fonte: www.atribuna.com.br

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