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C. difficile: pouco se sabe sobre as cepas circulantes no Brasil

Clostridium difficile (C. difficile) é uma bactéria que causa diarreia e colite (inflamação do cólon) associada ao uso de antibióticos. Estima-se que a bactéria cause quase meio milhão de casos nos Estados Unidos a cada ano, conforme o Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Os dados do CDC ainda relatam que 1 em cada 5 pacientes que foram diagnosticados com C. difficile vão receber novamente o mesmo diagnóstico e dentro de 1 mês após o diagnóstico, 1 em cada 11 pacientes com mais de 65 anos falecem devido a infecção por C. difficile.

No entanto, no Brasil há subnotificação de casos e pouco se sabe sobre as cepas circulantes. Uma revisão de estudos sobre este patógeno hospitalar publicados no Brasil ao longo de 30 anos (1988 – 2018) demonstrou que os principais fatores de risco de infecção por C. difficile são os antibióticos administrados e a duração do tratamento, além da idade avançada do paciente e tempo de internação. Os antibióticos mais utilizados foram Cefalosporinas e Carbapenemas.

A falta de dados epidemiológicos no Brasil tem causas variadas, uma delas é referente a detecção de bactérias anaeróbicas. Esse procedimento não é rotina nos laboratórios, além da falta de profissionais, infraestrutura para cultura e custo oneroso.

Conforme infectologista Dra Ligia Pierroti, o que é preconizado em laboratórios é a detecção da enzima Glutamato Desidrogenase (GDH), que informa se a bactéria está presente e, paralelamente, a detecção das toxinas A e B. Com resultado positivo, é importante verificar a bactéria produtora de toxina com intuito de identificar as cepas hipervirulentas.

A virulência do patógeno deve-se à produção das duas toxinas, à resistência aos antimicrobianos e à capacidade de formar esporos e persistir no ambiente. Na América Latina, a presença de cepas hipervirulentas foi reportada no Chile, Panamá, Colômbia e Costa Rica.

Conforme a professora Dra. Eliane Ferreira, Ph.D. em microbiologia, do Instituto de Microbiologia Professor Paulo de Góes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro: “Precisamos saber o ribotipo que está circulando para tentar descobrir se essa cepa hipervirulenta chegou ao país ou não”, “porque no Brasil há outros ribotipos tão virulentos quanto a cepa NAP1 ribotipo 027. No Rio de Janeiro identificamos até ribotipos que não foram achados em outros países, são ribotipos brasileiros”.

A primeira estratégia de enfretamento é a interrupção do tratamento antibiótico em curso para o reestabelecimento da microbiota do cólon. Realizar o diagnóstico rápido e eficiente é de extrema importância pois a infecção por C. difficile é um problema urgente em hospitais, centros cirúrgicos ambulatoriais e em instalações de longa permanência.

A ECO Diagnóstica possui uma linha completa para detecção qualitativa de Glutamato Desidrogenase e Toxina A e B em 3 apresentações: GDH ECO Teste, CD Toxina A/B ECO Teste e Toxin/GDH ECO Teste.

Os testes ECO liberam resultados em apenas 10 minutos utilizando 4 gotas da solução amostra e tampão. Possui sensibilidade e especificidade de 99% e podem ser armazenados a temperatura de 2 a 30°C.

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Referências Bibliográficas:

Tabakman, R. Clostridioides difficile: pouco se sabe sobre as cepas circulantes no Brasil. Medscape 2019. Disponível em: https://portugues.medscape.com/verartigo/6503403#vp_3

Centers for Disease Control and Prevention. Disponível em: https://www.cdc.gov/cdiff/what-is.html

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